
É fogo, irmão! É fogo.
Dois meses e meio foram o suficientes para Gladson Cameli descobrir que a palavra tem poder.
No final de maio, nos rompantes típicos da sua personalidade ególatra, o governador deu a licença para queimar, para desmatar.
Se não contasse com a omissão dos órgãos de controle, Cameli já teria sido responsabilizado pela sua declaração criminosa.
O resultado do descontrole ambiental é o estado pegando fogo. Mais de 30 mil pessoas doentes com problemas respiratórios.
Para não cair no esquecimento, o vídeo com a declaração de Gladson Cameli será reproduzido aqui:
Esse mesmo cidadão que faz uma declaração permissiva, é o que assina o decreto de situação de emergência ambiental.
Agora parece tarde. O estrago está feito. Os resultados são uma tragédia.
Segundo o Boletim, o desmatamento do Acre, de julho do ano passado a julho deste ano saltou de 35 quilômetros quadrados para 187 quilômetros quadrados.
Essa diferença de área desmatada equivale a um acréscimo de 434%, em apenas um ano.
O Acre está em chama, a Amazônia pega pego e o Brasil está no centro do debate internacional justamente pela política equivocada e irresponsável do governo Bolsonaro.
O mesmo Jair Bolsonaro que acusou governadores como Gladson Cameli de serem responsável pelo desastre ambiental na Amazônia.
Lá vem o Brasil descendo a ladeira.

