
As pessoas esquecem, mas o processo de exoneração do engenheiro Thiago Caetano vem sendo maturado há quase um ano.
Em agosto do ano passado, o governador Gladson Cameli adiantou que Caetano estava sob observação, sob vigilância.
Frase de Cameli: “Não vou mexer, por enquanto, na Seinfra. Tive uma conversa com o Thiago e espero que ele se adeque às minhas exigências. Digamos que esteja sob vigilância”.
Naquele momento, Caetano tinha várias pastas sob o seu comando. Era uma espécie de supersecretário.
Cameli tratou de podar as asas do ambicioso assessor. A primeira providência foi exonerá-lo da Seinfra e nomeá-lo para a inexpressiva Secretaria Extraordinária de Assuntos Estratégicos.
Mordido pela mosca azul, Thiago Caetano embarcou na possibilidade de concorrer a prefeito de Rio Branco com a benção do seu chefe.
Esbarrou no jogo pesado da política. Encontrou pela frente quem conhece melhor o jogo a ser jogado.
A exoneração de Caetano está no Diário Oficial de hoje. Não verá, no cargo de secretário, a obra que, embora seja federal em interior rondoniense, ser inaugurada.
A sorte é que exerce a função de engenheiro do Dnit e poderá participar, quando houver, da inauguração da ponte sobre o Rio Madeira.
Não foi por falta de aviso.
Agora, não adianta ir para o lado do Palácio Rio Branco chorar sob o leite derramado.

