Alvo de severas críticas na imprensa e na Assembleia Legislativa (Aleac), a construção de espalhafatosas paradas de ônibus em frente à escolas da zona rural de Rio Branco e de vários municípios envolve um vultosa quantia de recursos.
Parece simples, mas a parada é bem diferente.
São paradas de ônibus que não recebem ônibus.
O governo gastou mais de R$ 14 milhões para construir 37 paradas em locais onde, muitas vezes, as escolas são construções simples.
Teoricamente, as obras seriam para a execução de pavimentação no entorno e acesso dos estabelecimentos de ensino.

Esta semana, o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou requerimento com pedido de informação solicitando que seja disponibilizada uma cópia do relatório feito pelos técnicos da Controladoria-Geral na Secretaria de Estado de Educação para averiguar se as obras de construção de “paradas” em frente às escolas rurais constam no documento.
Na defesa das obras, o secretário de Infraestrutura, Cirleudo Alencar, alegou são espécies de portais para ser usado pelos alunos que chegam de ônibus escolares, a fim de evitar que sujem “de lama no inverno e de poeira durante o verão amazônico”.
A primeira denúncia veio a público do repórter Demóstene Nascimento, da TV 5, afiliada da Rede Bandeirantes.
