A pesquisa divulgada recentemente comprovou que o povo está pouco se lixando para quem trabalha e mostra resultados.
Ficou a impressão de que viver viajando, faltando com a verdade e agir politiqueiramente traz mais resultados do que trabalhar e cumprir as promessas de campanha.
Somente isso explica o desempenho do governador do Acre.
A TV Espinhosa está no ar.
Sessenta e dois por cento dos entrevistados pelo instituto Real Big Data sairiam de casa para reeleger Gladson Cameli, se a eleição fosse hoje.
Convenhamos: é um percentual alto demais para quem tem trabalhado de menos.
Não é racional imaginar tamanha popularidade num estado onde a miséria e o desemprego aumentaram substancialmente nos últimos dois anos e meio.
Num Acre cuja administração é marcada pelos casos gritantes de corrupção, denunciados até pelo vice-governador.
É pouco crível que tudo seja visto dentro da normalidade, quando o governo fez a opção de desprezar as empresas locais em favor das amazonenses e tenha pavor à fazer licitação.
A educação, que um dia fora modelo, patina e virou escolinha de corrupção.
Na segurança, quem dita as regras são os lideres de organizações criminosas.
Na saúde, o caos impera.
E o tal agronegócio virou fezes de alma.
Ora, como justificar a preferência eleitoral por um governante que pouco o nada fez?
É certo que a pandemia, que tantas vidas ceifou, ajudou a encobrir a ineficiência.
Serviu de escudo.
Mas é bom lembrar que dinheiro teve a rodo e que o governador, embora tenha prometido, não foi responsável pela chegada de uma gota de vacina.
Só que surfou na onda do coronavírus e se deu bem.
Quanto à popularidade do governador, penso que a primeira responsável é a oposição, que se acovardou boa parte do tempo e não expôs as omissões e os escândalos na devida proporção.
Quem se acovarda, perde.
Estranhamente, os órgãos de controle, que tanto tentavam controlar as administrações petistas, praticamente fecharam os olhos para o que aconteceu, está acontecendo e caminha para acontecer.
A imprensa, ah a imprensa…
Essa é melhor nem falar. Está comprometida até a última pauta.
Gladson Cameli parece está revertido por uma couraça que lhe protege da sua pouca aptidão para a gestão.
Continua agindo com um Sérgio Petecão genérico, fingindo-se de cem por cento popular.
Come farofa em casa de pobre, senta no chão para vender a imagem de humilde e assim vai levando a plateia.
Quando há algum problema, procura culpar a sua assessoria, os seus secretários.
Quantas vezes o governador queixou-se dos seus secretários, a quem praticamente chamou de incompetentes?
O problema é que os secretários são escolhidos pelo governador.
Ele é o técnico que escolhe o seu time.
No futebol, quando o time vai mal, o técnico é o primeiro a cair.
Na politica, a história mostra-se diferente.
Se a turma não se mexer, o Acre passará mais quatro anos sendo treinado por alguém que dificilmente treinaria o Ibis, considerado o pior time do mundo.
É o que apontam as pesquisas.
Vida que segue.
Tchau, forte abraço, com o cheiro do Rosas.

