A cena aconteceu na Casa Civil do governador.
Foi presenciada pela Pipira Azul que conhece bem os corredores e vivência palaciana.
Um importante secretário de Estado, um dos poucos que resistiu até agora, foi intimado a abrir mão do apoio declarado ao deputado federal Alan Rick ao Senado.
Isso mesmo: Alan Rick passou a ser tratado como adversário.
Firme, o secretário recusou apoiar o ex-petista Ney Amorim e chegou a colocar o cargo à disposição.
Não vou tornar público o que ele falou sobre o ex-petista.
Como a exoneração não saiu no Diário Oficial, o secretário se mantem seguro no posto.
As coisas mudam rápido na política.
Nõ faz muito tempo, Alan Rick era a “noiva” cobiçada por Gladson Cameli.
Chegou a ser anunciado até como candidato a vice-governador.
Só que, como diria Carlos Drummond de Andrade, no meio do caminho tinha uma pedra.
Essa pedra tem nome e sobrenome.
Chama-se Marcio Bittar.
O senador Shape.
Interessado em viabilizar a candidatura da sua esposa ao Senado, Bittar fez de tudo para inviabilizar a aliança formal da Alan Rick com Gladson Cameli.
E conseguiu.
Mesmo sem a formalidade, Alan se mostra fiel e leal a Cameli até hoje.
Mas a reciproca não é verdadeira.
O que aconteceu com o importante secretário está ocorrendo em toda a estrutura de governo.
A ordem é votar, pedir voto e apoiar o ex-petista Ney Amorim.
O jogo é bruto.
Alan Rick, que lidera as pesquisas de intenção de votos, está sentindo na pele o calor do fogo amigo.
Resta saber por quanto tempo aguentará o calor, a brasa, o jogo bruto da máquina contra sí.
É de domínio público que não nutro simpatia por candidato de direita, principalmente quando apoia o atual presidente República.
Sou de esquerda desde menino e nunca mudei de lado.
Revelo aqui que já andaram me sondando.
Não obtiveram sucesso.
Faço esse registro para mostrar o quanto o governador do Acre trata aliados como peças descartáveis.
Daquele que lhe foram leais nas eleições de 2018 e durante o mandato, ele foi descartando um a um.
Alan Rick era o personagem que faltava.
Ainda falta um mês, o deputado federal, que foi impedido por membro de organização criminosa de visitar o seu comitê eleitoral num bairro de Rio Branco, pode preparar o lombo para a chibata.
Por incrível que pareça, as chibatadas partirão da turma ligada ao seu amigo governador.
É pau para comer sabão.
É pau para saber que sabão não se come.
Será que Alan Rick vai continuar tão empenhado pedido voto para Gladson Cameli?
Vida que segue.
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.

