TV ESPINHOSA – No jogo das pesquisas, a crença nos números depende de quem é ou não beneficiado

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O meu papel é toldar a água.

Então vamos lá…

Saiu mais uma pesquisa que aponta o governador Gladson Cameli à frente do seus adversários.

Nada de extraordinário.

Afinal, quem está no poder, seja que for, sempre parecerá imbatível.

 

Fala-se até em vitória no primeiro turno, o que eu acho improvável.

Obviamente, os aliados do Dançarino comemoram.

Eu, no lugar deles, comemoraria.

 

Agora vamos toldar.

O curioso é que essas mesmas pessoas que festejam essa posição do governador têm postura adversa quando o tema é o Senado.

Pergunte ao aliados de Ney Amorim se eles acreditam que o ex-petista está atrás da esposa do senador Marcio Bittar, a senhora Márcia Espinosa.

Foi isso que a pesquisa apontou.

 

Quando as pesquisas nacionais confirmam o favoritismo do ex-presidente Lula, essa mesma turma tenta desqualificar os números.

Estranho, não é?

 

Não sou daqueles que descredenciam pesquisas.

Durante o período em que estive no governo, eu cuidava dos levantamento que fazíamos.

Vi, por exemplo, um candidato como Marcus Alexandre sai de três por cento e ganhar de Tião Bocalom, que tinha mais de sessenta por cento.

 

Vi Tião Bocalom surpreender e quase vencer o petista Tião Viana, nas eleições de 2010.

Nas eleições de 2014, Tião Viana, nas pesquisas, tinha folgada vantagem sobre Marcio Bittar e Tião Bocalom.

A disputa foi para o segundo turno contra Marcio Bittar.

 

Digo isso para deixar claro que o Acre tem as suas particularidades.

É claro que pesquisas acabam induzindo os eleitores menos convictos.

Mas o voto está longe de estar cristalizado.

Há muito a ser jogado.

Ainda teremos muitas pesquisas até o dia de o eleitor ir às urnas.

Algumas serão pautadas na seriedade.

Outras nem tanto.

Para além das pesquisas, faço um alerta: as eleições visivelmente estão sendo compradas.

Os órgãos de controle claramente perderam o controle.

Pesquisas sem seriedade são criminosas e visam direcionar o voto útil para quem está na dianteira.

E a crença nos números depende de quem é ou não beneficiado.

Pergunte à turma do Ney Amorim….

Haverá segundo turno.

 

Vida que segue.

Fui.

Um forte abraço e um cheiro do Rosas.