O QUE HOUVE? Importada do Amazonas, empresa Construlagos é bombardeada na imprensa

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Todo amor sempre chega ao fim.

Trazida do Amazonas para o Acre, a empresa Construlagos Construtora e Incorporadora nadou de braçadas na administração de Gladson Cameli.

Ganhou muito dinheiro.

Este Portal do Rosas foi o primeiro a denunciar que poderia estar havendo algo irregular e estranha na chegada da empresa a solo acreano.

E não estava equivocado.

Em fevereiro do ano passado, o Portal do Rosas revelou que a Construlagos dividia endereço com mais duas outras empresas: A Newen Construtrora e a Pafil Construtora e Incorporadora.

Todas estavam localizadas na Rua Ernesto Pinto Filho, nº 39, Parque 10, Manaus- AM.

Outrora chamada de Pafil, a  Newen arrematou dois lotes na Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) para reformar em escolas estaduais em Jordão, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.

A empresa amazonense recebeu do governo acreano R$ 12,7 milhões.

A licitação ocorreu por meio do Pregão 050/2021.

Veja a publicação do Portal do Rosas aqui.

Essa junção de empresas num mesmo endereço deixa de parecer estranha, quando é olhado o histórico do sócio da Construlagos.

Rodrigo de Souza (foto) aparece em pesquisas na internet como sendo proprietário de 100 empresas, sendo 3 no Paraná, 2 em Minas Gerais,1 em Piaui,1 em Rio Grande do Sul, 35 em São Paulo, 3 no Amazonas, 1 em Mato Grosso,1 no Pará, 1 no Espírito Santo,2 em Mato Grosso do Sul, 16 em Santa Catarina, 1 em Rondônia e 10 no Rio de Janeiro.

Ainda em pesquisa na internet é possível verificar uma série de denúncia envolvendo as empresas de Souza.

O que não se sabe, porém, é o porquê de o amor da Construlagos com o governo ter acabado.

Fonte afirma que esse grupo chegou a ganhar R$ 70 milhões do Estado.

A mesma fonte também garante que a relação mudou depois da eleição por acordo não cumprido.

Fato é que, desde a semana passada, vários sites do Acre passaram a expor os podres da Construlagos, que é chamada de caloteira.

Quem conhece a política no Acre, sabe que as coisas não surgem do nada.

Em outras palavras: jabuti não sob em árvore.

Se entrou mansa na máquina estadual, a Construlagos passou a ser vista como elemento estranho ao poder.

Pelo andar da carruagem, terá que ir cantar noutra freguesia.

Mas antes é bom pagar o que deve.

Isso se receber o que lhe devem.

Amor acaba quando acaba o dinheiro.