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VÍDEO – O silêncio fala mais num estado onde a política caminha para ficar difícil distinguir porcos de homens

Antes que digam, eu vou dizer: a minha decisão não vai mudar nada.

A terra vai continuar girando e o Acre permanecerá parado, estagnado…

Mas gosto de utilizar os meus espaços para manifestar as minhas opiniões, gostem ou não.

Decidi, por algum tempo, não perder tempo criticando os nossos governos e governantes.

Até porque é perda de tempo.

Usei tempo demais fazendo isso.

Vixe, como repeti a palavra tempo.

Percebi que poucos acreditam que somos governados por um mentiroso contumaz.

Raros são os que acreditam que o Dançarino é chefe e regente de uma Organização Criminosa.

Mesmo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até o Superior Tribunal de Justiça ter dito que o cara é ladrão.

Ficar falando sobre isso por quê?

Afinal, os ouvidos são menos inclinados a crer do que os olhos.

O melhor a ser dito é que não há corrupção no governo.

O correto é falar que a honestidade é prática e regra na administração estadual.

Ora, se houvesse desvio de recurso público, o valoroso Ministério Público Estadual teria entrado em ação.

Se não entrou, é porque não existe malfeito.

O comportamento da sociedade é o espelho a ser seguido pelo governante.

Bem, se temos uma sociedade omissa e silenciosa, deve ser porque Saúde, Educação, Segurança Pública, geração de emprego, economia, assistência social e todos os segmentos governamentais estão funcionado magnificamente bem.

Quem critica, certamente, está errado, posto que vivemos um Acre doce, sem mazelas.

Decidi me calar momentosamente.

Reforço essa decisão quando vejo, e leio, que quem deveria ser novo na política declarar que aceitaria, de bom grado, o apoio de quem é acusado de roubar o dinheiro público.

É melhor fazer como fazem os opositores: ficar calado.

Ou, como outros que tomaram água do Lago Paranoá, em Brasília, e querem ditar o destino dos acreanos online ou com raras aparições na terra natal.

Recentemente li a seguinte frase, que compartilho aqui:

“Por que ser justo nas relações com os outros, quando se pode não sê-lo e, ao mesmo tempo, desfrutar todas as vantagens disso sem nenhum custo?”.

É uma boa frase, não acha.

Finalizo lembrando do clássico live A Revolução dos Bichos, publicado em agosto de 1945, por George Orwell.

Depois de tomarem o pode da fazenda, os porcos lideres passam a adotar os mesmos métodos dos humanos.

No final humanos e porcos se aliançaram.

O resultado é que já não era possível distinguir os porcos dos homens.

Quero sempre me manter longe dessa pocilga.

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