Costumo dizer que Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, jamais terá tranquilidade na vida.
Não falo da boca para fora, sem conhecimento de causa.
A Operação Ptolomeu, deflagrada em dezembro de 2021, pariu nove inquéritos.
O primeiro é o Case Murano, cujo julgamento no STJ teve inicio e a ministra-relatora Nancy Andrighi votou para condenar o ex-governador a 25 anos e nove meses de cadeia, além de multa que chega a R$ 13 milhões.
Falta, portanto, o andamento de outros oito inquéritos.
Um desses inquéritos já está adiantado, com os pés na estrada.
Falo do Case Colorado, empresa de parentes de Gladson Dancinha.
Está pautada para o dia 6 de maio a leitura da denúncia formalizada pelo Ministério Público Federal e o voto de Nancy Andrighi.
Os ministros da Corte Especial do STJ decidirão se aceitam ou não a denúncia.
Aceitando, o ex-governador virá réu em outro processo.
Creio que irão aceitar.
Há muita robustez de provas.
Nesse case, há o envolvimento direto do pai do ex-governador, o senhor Eládio Cameli.
O senhor Eládio não será julgado no STJ.
A denúncia contra ele baixou para a primeira instância da Justiça Federal.
Mas, para a Polícia Federal, Eládio Cameli é o real controlador da Construtora Colorado.
O cerco vai se fechando.
Para finalizar: no dia 6 de maio também está pautada a retirada ou não das medidas cautelares diversas de prisão para todos os investigados na Operação Ptolomeu.

