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PORONGA – Operação Ptolomeu mostrou que corrupção em obras públicas é marca do governo no Acre

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Olá, bora porongar?

Poucas vezes na história eu vi um sujeito com tanta cara-de-pau como o ex-governador do Acre Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.

Com os direitos políticos cassados e condenado a vinte e cinco anos e nove meses de cadeia, ele age como se não tivesse contas a acerta com a Justiça e, consequentemente, com o povo do Acre.

O cara-de pau circula nas redes sociais,  com o beneplácito de parte da imprensa, de maneira aparentemente natural.

Mas até para ser cara-de-pau é exigido um limite.

E ele extrapolou esse limite.

Quer fazer da tragédia ponte para obter voto.

Infelizmente, na semana passada, houve o desmoronamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira.

A obra, construída e inaugurada no desgoverno de Dancinha Cameli,  teria custado, oficialmente, R$ 36 milhões.

Pode ter sido mais.

A ponte não aguentou três anos em pé, numa evidente demonstração de que não foram seguidos os rigores técnicos fundamentais e necessários.

No dia seguinte ao desmoronamento, Dancinha Cameli foi a Sena Madureira tentar limpar a sua barra.

Declarou que foi analisar a situação e ser solidário com as vítimas.

Pediu até desculpa, como se desculpa fosse o suficiente.

É difícil acreditar que esteja preocupados com outra pessoa que não seja ele mesmo.

Gladson Dancinha se diz engenheiro.

Quantas vezes, durante a execução da obra, ele foi ao local?

Será que não viu nenhuma possibilidade de erro?

Não viu porque apenas tem o diploma, mas nunca exerceu a função de engenheiro.

Vou finalizar relembrado que ele é um condenado por vários crimes de corrupção, inclusive o de ser chefe de uma organização criminosa.

Além da condenação, virou réu em outra ação penal.

Relembro que a Operação Ptolomeu, deflagrada em dezembro de 2021, foi desmembrada em nove inquéritos.

Desses nove inquéritos, oito estão vinculados a atos de corrupção em contratos de construção civil.

O nono trata apenas dos atos de lavagem de dinheiro, que visavam “branquear o dinheiro desviado nos contratos firmados com empreiteiras.

Diante do histórico, podemos concluir que o desabamento da ponte não foi obra do acaso.

É consequência tácita das práticas escabrosas adotadas pelo governo ao longo dos últimos anos em contratos públicos.

Essa é a triste e lamentável situação desse pobre Acre.

Sempre que o ex-governador Dancinha quiser posar de bom moço, não se esqueça que ele é um condenado por roubar dinheiro público.

Fui.

Um forte abraço.

E um cheiro do Rosas.

Tchau.

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