Há um movimento sutil, quase imperceptível, nas ruas e esquinas do Acre. Uma mudança de perspectiva que se manifesta nos olhares cansados dos taxistas, nas conversas desanimadas dos motoristas de Uber e nas expressões preocupadas dos pedestres.
Aquele antigo otimismo, a crença de que “tudo vai melhorar”, parece ter se dissipado, dando lugar a uma realidade mais crua e menos esperançosa.
Antes, havia uma certa passividade, uma aceitação quase resignada de que “é assim mesmo”.
Muitos se contentavam com as pequenas alegrias, como as dancinhas virais nas redes sociais. Mas agora, parece que a ficha caiu. As pessoas começam a perceber o quão estagnados estamos, o quão carentes de ação governamental verdadeira e eficaz.
Não é mais possível ignorar: a segurança é uma batalha perdida, a educação ainda patina, a saúde pública é um caos e a assistência social? Basta olhar para as esquinas e ver o reflexo da inércia governamental. O Acre, nosso querido estado, parece ter sido deixado à própria sorte.
E essa percepção, essa consciência crescente da realidade, é algo que precisa se expandir. Não podemos continuar assim, aceitando o mínimo, esperando o básico. Se antes achávamos que estava ruim, agora vemos que pode ficar ainda pior. Precisamos avançar, evoluir, buscar mais para o nosso estado em todos os aspectos.
Por exemplo, o que aconteceu com a BR 364? Será que o trabalho que está sendo feito lá é suficiente? E a 317? Estão tomando medidas para evitar os constantes acidentes? Parece que nos perdemos nas discussões momentâneas e esquecemos de acompanhar o desenrolar dos fatos.
Já se passaram sete meses. Sete meses sem um governo efetivo, sem uma governança clara e, o mais preocupante, sem perspectivas de melhoria. E, falando em tempo, o verão está quase no fim, e ainda não vemos progresso nas obras.
O Acre merece mais. Merece um governo que trabalhe, que se dedique, que se preocupe verdadeiramente com seu povo. E nós, como cidadãos, precisamos exigir isso, cobrar mais e aceitar menos. Porque, no final das contas, o futuro do nosso estado está em nossas mãos. E cabe a nós decidir que tipo de futuro queremos.
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