Entenda as formas de lavagem de dinheiro atribuídas a Gladson Cameli (PP), que será julgado no STJ por desvio de recurso na quarta
Gabriel Buss
O governador do Acre, Gladson Cameli (PP-AC), será julgado na próxima quarta-feira (15/5) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suposto envolvimento em um milionário esquema de desvios de dinheiro no estado, na ordem de R$ 11,7 milhões.
A Procuradoria-Geral da União (PGR) acusa o governador e mais 12 pessoas por crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e fraude em licitação. Além de pedir ao STJ o afastamento do governador a instrução final, a PGR denuncia familiares dele, empresários e servidores por recebimento de propina e desvios em obras.
Somadas, as penas pelos crimes podem ultrapassar 40 anos de reclusão.
As investigações apontam quatro eixos principais de como era feita a lavagem de dinheiro pelo grupo no entorno do governador. A Polícia Federal (PF) fala em negociações de carros, imóveis e até aviões para cometer o desvio.
Há ainda operações bancárias, com depósitos de dinheiro em espécie e de forma fracionada, para despistar possíveis suspeitas e dificultar o rastreamento, segundo as investigações.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa do governo do Acre e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
