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Golpes pela internet aumentam contra população idosa


Cada vez mais conectada, a terceira idade tem sido um dos principais alvos de quadrilhas especializadas em crimes cibernéticos. No Dia Nacional de Combate a Violência contra o idoso, lembrado em 15 de junho, uma das orientações é redobrar a atenção para esses riscos.

Golpes pela internet são considerados um tipo de violência patrimonial contra o idoso, aquela em que o patrimônio da vítima é comprometido.

Em 2024,  a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos já recebeu mais de 21 mil denúncias de violações deste tipo contra idosos. Mulheres são a maioria das vítimas.

O secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Alexandre da Silva, explica quais são as principais denúncias.

“Geralmente são os golpes em que se pedem empréstimos consignados, são os golpes das pessoas que se se fingem por familiares, algumas vezes até falando de sequestros. Até alguns golpes bastante embaraçosos para as pessoas idosas, que muitas vezes geram algum tipo de exploração”.

Ainda de acordo com o Painel de dados da ouvidoria, quase 80% dos casos são denunciados por terceiros, e não pela própria vítima.

O secretário Alexandre da Silva acrescenta que muitas vezes a vítima tem vergonha de contar que sofreu um golpe. Mas reforça a denuncia é fundamental e tem anonimato garantido:

“O mais importante é que as pessoas não sintam vergonha de falar que caíram no golpe, porque muitas vezes gera tanto constrangimento, tanta vergonha para essa pessoa idosa, que enfim. Fazer a denúncia é importante porque daí a gente consegue entender quais são os tipos e criar ações”.

Guilherme Alves, gerente de projetos da Safernet, entidade com foco na promoção e defesa dos Direitos Humanos na Internet no Brasil, dá algumas dicas de como se proteger destes golpes:

“Ficar atento e atenta, desconfiar de alguns tipos de comunicações. Então desconfiar de promoções muito vantajosas, desconfiar de contatos que você receber por telefone de possíveis centrais de bancos ou de lojas por assim dizer. Também desconfiar de mensagens que você recebe de parentes ou amigos ou de perfis que parecem ser de parentes e amigos pedindo para você algum tipo de dinheiro, algum tipo de transação bancária”.

O especialista também alerta que dados pessoais não devem ser fornecidos para centrais telefônicas, em casos de ligação de telemarketing, por exemplo. Em caso de dúvida, a própria pessoa deve lugar para a central de atendimento oficial daquele serviço. Alves também destaca que os cadastros para programas de assistência social devem sempre ser feitos nos canais oficiais do governo.



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