Caos na Saúde pode ser estratégia para justificar terceirização

1–2 minutos

Janeiro, o governo anunciou que o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) voltaria a fazer atendimento ambulatorial.

Errada, a decisão lotou a unidade tornou o que era difícil em quase impossível de controlar.

Fevereiro, sob a alegação de falta de pessoal, o rapaz Cameli decretou estado de calamidade no sistema.

Início de março, o rapaz e o secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene, informam que estudam uma fundação em Brasília para implantar o modelo no Acre.

Ainda em março, unidades de saúde do estado vivem momento de caos. Os corredores do Huerb voltaram a ficar superlotados, um tio de Cameli morreu por falta de condições de o Estado fazer um cateterismo.

A saúde segue uma cronologia caótica. Mas seria isso falta de gestão ou esperteza demais para se chegar a um objetivo especifico?

Todos os movimentos, ou inércia, do governo levam os observadores a concluirem que há uma ação deliberada para incentivar o caos, a fim de justificar a implantação da terceirização tanto no Huerb quanto nas demais unidades em Rio Branco, bem como no Hospital Regional de Brasileia.

Tudo é muito tenebroso. Embora tenha anunciado que foram estudar uma fundação em Brasília, os membros do governo escondem informação.

Não há nenhuma fundação cuidando do Hospital de Base da capital da República. Lá, o governo criou um instituto muito parecido com o Pró-Saúde. Precisou apresentar projeto de lei à Câmara Legislativa, que o aprovou.

Aqui não será diferente.

Esse caos pode obrigar os parlamentares a aprovarem as pretensões do governo sem maiores problemas.

Angustiadas e temendo pela própria vida, as pessoas também não questionariam, pois haverá uma grande campanha de propaganda, com o apoio da imprensa, para vender as facilidades da terceirização.

Aos servidores, principalmente os demitidos e demissionários do Pró-Saúde, restará a sedução de que os seus empregos serão garantidos.

Se essa for a estratégia oficial, pode até funcionar, mas seria algo criminoso.

Um dos representantes da empresa que tenta implantar a terceirização da Saúde é visto com frequência na sede da Secretaria de Estado de Saúde.

Hoje, empresário amazonenses estão no Acre visitando as instalações.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →