A noticia de que o governador Cameli pretende transformar a Secretaria de Polícia Civil num mero departamento caiu como uma bomba entre os delegados.
Pode gerar uma crise sem precedente na história da Segurança Pública do Acre.
O presidente da Associação dos Delegados do Acre (Adepol), Cleiton Videira, convidou a imprensa para dar a notícia.
Segundo Videira, a informação pegou de surpresa toda a categoria, porque o próprio governador garantiu que a secretaria seria fortalecida, em vez de extinta.
A Adepol enviou oficio ao governador destacando que a opção pela extinção vai enfraquecer a instituição e impactar negativamente na prestação dos serviços à população.
Esse cabo de guerra entre as policiais Civil e Militar vem se arrastando há muito tempo, mas se agravou a partir de janeiro, quando Cameli assumiu o governo.
A Segurança Pública foi entregue nas mãos do vice-governador, que é major da reserva.
A coletiva de hoje foi a largada.
O tiroteio verbal e midiático ainda vai ser intenso.
Que os interesses coletivos falem mais alto do que os corporativos.
E que a Assembleia Legislativa vote de acordo com aquilo que a sociedade exige.
Enfraquecer a Polícia Civil é fragilizar o caótico sistema de segurança púbica do Acre.
