
Em uma nota mais escorregadia do que quiabo, o governador em exercício, Wherles Rocha (PSDB), escreveu muito, mas disse muito pouco sobre a reunião com representantes dos sindicatos de trabalhadores em Saúde.
Os sindicalistas, segundo release produzido pela assessoria do governo, decidiram suspender o movimento grevista até o retorno de Gladson Cameli, que está na Europa.
A decisão da desembargadora Denise Bonfim declarada a greve ilegal e obrigado o sindicato a pagar R$ 15 mil por hora paralisada pesou.
No amontoado de palavras e letras, Rocha manda, indiretamente, um recado para o governador Gladson Cameli.
Só faltou dizer: “Toma que o filho é teu”.
Como que lavando as mãos, o vice-governador, deixou para as coisas serem definidas somente a partir do dia 19, quando Cameli estará no Acre.
Segundo a nota, será definida a viabilidade de pagamento da etapa alimentação, entrega de calendário de novos encontros para alinhamento do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Claramente com a intenção de dividir os trabalhadores, o governo fará as reuniões individuais para cada categoria e haverá uma tentativa de definição da situação do Pró-Saúde, com intenção de resolutividade até dezembro deste ano.
Na campanha e no início do ano, o próprio Rocha foi ao meio da rua declararam que não haveria demissão.
Embora tenha autorizado a Procuradoria Geral do Estado a pedir a ilegalidade da greve, o que foi acatado pela Justiça, o major afirmou que o governo respeita o direito de greve dos trabalhadores e repudia qualquer constrangimento para representantes da classe e servidores, numa clara reprimenda ao secretário adjunto Jorge Fernando Resende, acusado de chamar os grevistas de vagabundos.
“Reforçamos que é de total interesse do Governo do Estado do Acre estabelecer o mais amplo e melhor diálogo entre os servidores da saúde e demais categorias. Somos sabedores da grande espera e necessidade de melhorias para essa tão importante categoria profissional. São de fato merecedores de reconhecimento e respeito”.
NOTA PÚBLICA
Em encontro com a categoria dos servidores da Saúde do Estado do Acre nesta quarta-feira, 11, que contou com a presença da secretária de Estado de Saúde, Mônica Kanaan Feres, do secretário de Estado de Relações Políticas e Instituições, Alysson Bestene, do procurador-geral do Estado (PGE), Leonardo Silva Cesário Rosa, do deputado estadual, líder do governo da Assembleia Legislativa, Luiz Tchê (PDT) e do deputado estadual, Jenilson Leite (PSB) e representantes das categorias de saúde, ficou estabelecido que:
a) No próximo dia 19 de setembro haverá reunião com a presença do governador Gladson Cameli.
b) Será definido a viabilidade de pagamento da etapa alimentação, entrega de calendário de novos encontros para alinhamento do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
c) As reuniões serão individuais para cada categoria e haverá uma tentativa de definição da situação do Pró-Saúde, com intenção de resolutividade até dezembro deste ano.
O Governo do Estado do Acre vem a público declarar que respeita o direito de greve dos trabalhadores da Saúde Pública do Acre e repudia qualquer constrangimento para representantes da classe e servidores.
Reforçamos que é de total interesse do Governo do Estado do Acre estabelecer o mais amplo e melhor diálogo entre os servidores da saúde e demais categorias. Somos sabedores da grande espera e necessidade de melhorias para essa tão importante categoria profissional. São de fato merecedores de reconhecimento e respeito.
Assim, reforçamos nosso compromisso em buscar soluções rápidas e dentro da legalidade de modo que não prejudiquem os servidores e, principalmente, nossa população.
Major Rocha
Governador em exercício do Estado do Acre
