Sites vinculados ideologicamente e financeiramente ao governo do Estado anunciaram que o governador Gladson Cameli pretende fazer uma reforma administrativa.
Mais uma.
O projeto, segundo a imprensa amiga, deverá chegar à Assembleia Legislativa esta semana.
Se eu fosse deputado da base governista, ficaria cabreiro.
Nunca é demais lembrar que o governador, um dia zangado, demitiu mais de trezentos apadrinhados dos parlamentares.
Depois do susto e da humilhação imposta, Cameli voltou atrás.
Determinar e voltar atrás é com ele mesmo.
Os sites falaram poucos detalhes sobre a tal reformar, mas o pouco dito revela que será trocar seis por sete, ou oito, ou nove ou dez.
Visivelmente a reforma também traz ares de vingança pós eleitoral.
Gladson Cameli foi o grande derrotado nas eleições municipais.
Os ocupantes de cargos no governo não abraçaram e nem votaram nos candidatos e candidatas que tiveram o seu apoio.
É Rio Branco, onde está o maior colégios eleitoral, a turma que está acomodada no governo colocou foi pra moer.
Chegou a hora da caneta da vingança.
Por isso, os parlamentares devem ficar atentos, sob pena de dar tiro nos próprios pés.
A reforma também não traz economia ao erário.
Embora o governo necessite, urgentemente, reduzir gastos com pessoal, haja vista que está acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na verdade, a reforma, segundo o divulgado, vai diminuir cargos, mas aumentar valores.
Também vai criar secretarias e subsecretarias.
Será mais um show pirotécnico do governo e do governador.
Desde que assumiu, essa será a terceira reforma administrativa de Gladson Cameli.
Passado dois anos, o governo continua estagnado, mergulhado na ineficiência e nas graves denúncias de casos de corrupção.
Lamentavelmente, a pandemia da Covid-19 evitou que a população percebesse o quanto o governo é fraco.
Mas a pandemia, felizmente, vai passar.
Não adianta pensar em reformar quando o arquiteto é ruim e o engenheiro é péssimo.
É o que vemos hoje.
Não há um projeto definido e um rumo na administração estadual.
Engenheiro de formação acadêmica, mas sem nunca ter trabalhado, Gladson Cameli parece trabalhar contra as estruturas que lhe deram a vitória há dois anos.
O resultado de algo mais feito sem planejado e construído sem a devida sustentação é o desmoronamento.
E não adianta querer reformar colocando remendo novo em estrutura antiga.
Pelo andar da carruagem, não tem reforma que sustente esse verdadeiro desgoverno.
Os ventos da expectativa de poder começaram a pegar vento.
Voltarei a falar mais sobre isso noutra oportunidade.
Ah!
Um governo que se jacta de acender luzes de Natal demonstra que falta até a luz no fim do túnel.
O Palácio Rio Branco não precisa de luzes natalinas embora a decoração tenha ficado linda.
A luz que falta no Palácio é a que ilumine a cabeça do governador e da sua equipe.
O governo vive eternamente no apagão de boas ideias.
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