Esperei até hoje para me manifestar sobre uma declaração do presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco.
Segundo N. Lima, a prefeitura está sendo impedida de limpar ruas por ação das organizações criminosas.
Eu já sabia que era proibido roubar.
Proibição de limpar é coisa nova.
Onde nós chegamos?
Diante de uma declaração grave como essa, o normal seria o aparato de segurança do estado se manifestar.
Mas o silêncio foi a resposta.
Como dito antes, o fato de a prefeitura não poder fazer a limpeza de ruas é novo.
Velha é a certeza de que são as organizações do crime que ditam as regras nos bairros.
Em quase toda cidade é possível ver as ameaças tipo “se roubar, morre”.
Só não enxerga quem não quer ver.
Lembro que em dois mil e dezessete todos os governadores do país e vários ministros de Estado se reuniram no Acre para debater a violência e o tráfico nas áreas de fronteira.
Foram apresentadas várias propostas, que viraram letras mortas.
O ovo da serpente chocou e gerou o que vemos agora.
As coisas estão quase sem controle.
N. Lima é bolsonarista e armamentista.
Tomara que não invente de propor que os garis e margaridas troquem os seus instrumentos de trabalho por pistolas, metralhadoras e fuzis.
É capaz de o prefeito aceitar, desde que as armas sejam azuis.
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Essas vão doer.
Se as organizações criminosas não deixam limpar ruas, imagine o que exigirão para os candidatos fazerem campanha.
Elas têm poder de decidir as eleições
Tem candidato que sabe disso e conhece os caminhos das pedras.
Ainda estou procurando os investimentos feitos no Acre com os quatrocentos e sessenta milhões do orçamento secreto do senador Shape.
Alguém viu?
Este fim de semana tem festão na fronteira.
A prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, vai se casar com o ex-secretário Israel Milani.
Políticos de todos as matizes foram convidados.
Felicidade ao casal.
Fui!
Feliz sexta-feira 13 para todos.
Tchau, um forte abraço e um cheiro do Rosas.
