TV ESPINHOSA – Intenção de voto no Dançarino cai a cada pesquisa realizada

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Não é de hoje que digo: o governador dançarino não é imbatível.

É certo que o vencedor no momento, seja quem for, sempre vai parecer invencível.

Houve um momento em que Gladson Cameli parecia não tem alguém capaz de vencê-lo.

Mas uma sucessão de episódios terminaram por revelar que o seu telhado é de vidro e que os seus pés são de barro.

Nos últimos três anos e meio, ele dançou, viajou muito e descumpriu acordos em excesso, mas trabalhou de menos.

Apesar do governo desastrosos, seguia com a imagem inabalada.

Até que…

Um dos episódios cruciais para a mudança de vento foi a Operação Ptolomeu, deflagrada em dezembro do ano passado pela Polícia Federal.

O governador foi chamado de chefe de organização criminosa.

Nunca aconteceu algo semelhante no Acre.

A Ptolomeu derrubou o mito de que Gladson, por ser rico, não precisaria roubar dinheiro público.

Há acusações muito pesadas contra o rapaz.

Tive acesso a uma pesquisa interna de uma força partidária.

A pergunta sobre a honestidade do governador é feita.

A maioria acredita que ele não é honesto e que está envolvido até o pescoço no lamaçal da corrupção que atola o seu governo.

Quando eu dizia que o governador não era imbatível, eu falava de forma empírica, pelo o que via e ouvia.

Agora, posso falar por meio do que vi em pesquisas.

A cada levantamento feito, ele despenca alguns preciosos pontos.

O cara tinha mais de sessenta por cento dos votos há cerca de um ano.

Atualmente surge com menos de quarentena por cento.

A pesquisa foi feita com todo rigor técnico em Rio Branco, no Vale do Acre e no Baixo Acre.

Obviamente não irei falar sobre números, porque a pesquisa não foi registrada na Justiça Eleitoral e não tenho dinheiro par pagar multa pesada.

Posso adiantar, porém, que os números não são favoráveis àquele que disse ter tomado Daime e, na miração, viu a sua reeleição no primeiro turno.

Ainda faltam quatro meses para a eleição.

Gladson Cameli terá que apresentar muito mais do que dancinhas, se quiser renovar mandato.

Corre o sério risco de ficar conversando com calango no meio do caminho.

Ou ouvir o choro do surubim até Manacapuru

Essa vai doer.

A pesquisa que eu vi também apurou a intenção de voto para o Senado.

O jogo está embolado no meio-campo.

Não posso dizer o número.

Mas há uma travessia longa a ser feita.

Fui.

Vida que segue.

Tchau, um forte abraço e um cheiro do Rosas.