Tirando o corpo de lado, Gladson Cameli joga o problema da BR no colo da bancada federal: “Onde estavam os parlamentares?”, questionou

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Durante quatro longos anos, Gladson Cameli abriu a boca cheia de dentes para declarar que Jair Bolsonaro era um “Pai para o Acre”.

Na prática, essa pseuda paternidade nunca se confirmou.

Não há registro que o ex-presidente da República tenha se comportado como um verdadeiro pai para os acreanos.

Mas tem filho que gosta de receber tratamento severo dos pais.

Bolsonaro foi muito bem votado pelos acreanos nas eleições de 2018 e 2022.

Mesmo tendo se comportado como padrasto ruim.

Para se ter a dimensão do descaso do ex-presidente com o Estado, basta verificar a situação precária da BR-364, sentido Rio Branco/Cruzeiro do Sul.

A rodovia corre o risco de ficar intrafegável pela omissão do governo federal e a falta de credibilidade do governo estadual.

Também carece de credibilidade a bancada federal que hipotecou apoio a Bolsonaro.

Prometeram muito.

Trouxeram pouco ou quase nada.

O isolamento surge como distante porque o governo atual, por meio do Ministério dos Transportes, anunciou que a 364 está no plano de metas para os próximos 100 dias.

Um alento trazido pelo governo daquele que tornou o sonho da pavimentação da rodovia em realidade.

Luiz Inácio Lula da Silva é o nome desse presidente da República.

Há cerca de duas semana, Lula reuniu todos os governadores e chefes de poderes para fazer um ato em defesa da democracia.

Gladson Cameli não compareceu.

Mandou a sua vice-governadora, a também bolsonarista Mailza Assis.

Esta semana, o presidente irá se reunir novamente com os governadores.

Cameli já anunciou que estará presente.

Fez publicar nos seus sites aliados que irá tratar de pedir recursos para a BR-364.

Vai chegar atrasado.

A liberação dos recursos já foi garantida pelo ministro Renan Filho.

No site AC24Horas, porém, uma declaração demonstra o quanto Gladson Cameli adora fugir das suas responsabilidades.

Sobre as condições péssimas da  BR-364, ele indagou: “Onde estavam os parlamentares?”.

Boa pergunta. Afinal, o Acre teve até o senador Marcio Bittar como relator do orçamento.

Mas cabe outra indagação: “Onde estava o dito pai dos acreanos durante todos esses anos?”.

Se deixarem, é capaz de Cameli colocar os petistas no novo e dizer que a vinda de todos os recursos federais para o Estado será obra e graça do seu sorriso fácil e das suas dancinhas desengonçadas.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →