Os senadores pelo Acre Alan Rick e Marcio Bittar, ambos do União Brasil, estão entre os campeões de liberação de emendas parlamentares no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Rick liberou R$ 40,4 milhões, enquanto Bittar conseguiu R$ 68,7 milhões.
Ambos se dizem opositores ferrenhos do governo federal.
Segundo reportagem publicada no UOL, usando uma brecha na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas de relator no final de 2022, o governo Lula continuou fazendo uso político dessas verbas, conhecidas como orçamento secreto. No ano passado, foram R$ 5,4 bilhões pagos.
Ainda segundo a reportagem, ranking dos “restos a pagar” quitados pelo governo Lula inclui também importantes aliados do governo, como o senador Eduardo Braga (MDB-AM), em primeiro lugar, com R$ 200 milhões pagos, mas também da oposição, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 63 milhões em indicações.
Os valores foram fornecidos pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) via Lei de Acesso à Informação (LAI). A transparência é apenas parcial. Dos R$ 5,4 bilhões gastos no ano passado, o governo diz ter identificado os padrinhos de cerca de R$ 3 bilhões.
Quando o STF proibiu as emendas de relator, no final do governo Bolsonaro, havia bilhões de reais em investimentos empenhados (reservados para pagamento) de 2020 a 2022, mas que não tinham sido pagos. A Corte decidiu que permitiria os pagamentos, desde que eles não fossem usados “para atender solicitações de deputados, senadores” ou outros aliados.



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