PORONGA – A festa acabou, vamos voltar à triste realidade

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Frase: “Há muito tempo, os EUA não interferiam tão descaradamente nos assuntos internos de um país latino-americano como agora no Brasil. Mas ninguém está desafiando Trump tão abertamente quanto o presidente Lula’, trecho de reportagem do jornal alemão Süddeutsche Zeitung

Fim do show
Anunciado como atração para março do próximo ano, Roberto Carlos tem numa das suas músicas a seguinte frase: “O show ja terminou, vamos voltar à realidade”. Acabou a Expoacre, é hora de o Acre cair na real. E a realidade do Estado é triste, caótica.

Sucesso de público
Negar que a Expoacre foi sucesso de público é querer brigar com a realidade. Contratadas por custos milionários, as atrações nacionais asseguram a presença maciça da população. Resta saber se realmente houve aquilo para qual a feira se propõe: realização de negócios.

Comida e bebida
Os segmentos de bebida e comida faturaram bem. Os bares e restaurantes sempre estiveram lotados. Resta saber como os negócios fluíram nos setores que realmente fazem a roda da economia girar. Empiricamente, creio que não foi essa coisa toda.

Números oficiais
Esta semana, a turma do governo deverá apresentar os números oficiais da Expoacre. Antes do inicio, o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, declarou ter a expectativa da movimentação de meio bilhão de reais. Como papel pega tudo, esse tende a ser o número.

Novo espaço
Na melhor das expectativas, o governador dancinha terá oito meses de mandato. Mesmo assim, prometeu que a próxima Expoacre será em espaço construindo pela administração estadual nas imediações da Cidade do Povo. Promessa vazia. Não terá como cumprir o prometido.

Casas na Expoacre
Jorge Viana poderia aproveitar que o governo do Estado pretende tirar a Expoacre do lugar onde funciona há 50 anos para propor ao presidente Lula construção de casas populares no local do Parque de Exposições. Seria um gol de placa.

Feito simbólico
Anualmente, o Parque de Exposições é adaptado para receber famílias que ficam desabrigadas pela cheia do Rio Acre. Se o presidente Lula resolver construir casas ou apartamentos, essas pessoas passarão a ter residências definitivas.

Grandes investimentos
Tenho certeza que, se realmente confirmar a vinda ao Acre, o presidente Lula não virá a passeio. Chegara para fazer anúncios de grandes investimentos. Um dos mais esperados é o da recuperação ou reconstrução da BR-364.

Amigo do Acre
Os acreanos nunca foram simpáticos ao presidente, mas Lula sempre se comportou como um grande amigo do Acre. Rara é a obra de infraestrutura no Estado que não tenha contado com o apoio do petista. Pode analisar.

Gravata vermelha
Sempre querendo jogar para a plateia, o governador do Acre disse que irá receber Lula de gravata vermelha. Fez essa declaração na mesma entrevista em que declarou que apoiará o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, à Presidência da República.

Mês do desgosto
Quinta-feira passada veio de Brasília a notícia sinalizando que agosto pode ser um mês de desgosto para Gladson Dancinha. O processo que tramita contra ele no STJ chegou na corte especial. Isso significa que está pronto para ser julgado.

Condenação certa
Pelo volume de provas existentes nos autos, a tendência é que o Dancinha seja condenado e fique inelegível. As penas mínimas somadas chegam a 18 anos de cadeia. Como cabe recursos, ele não deverá frequentar a prisão, mas não poderá concorrer ao sonhado Senado.

Muda o jogo
A inelegibilidade do governador muda o jogo para 2026. Ele mesmo, em recente entrevista, declarou que pode permanecer no cargo e conduzir a sua sucessão. Seria um excrescência, um condenado por corrupção, ficar cuidando do cofre, mas é a legislação.

Mailza fora
Não tem jeito. A vice-governadora Mailza Assis patina nas pesquisas. A continuar assim, ela estará fora da disputa. Gladson de Lima Cameli passará a enxergá-la como um fardo pesado demais para carregar. Se quiser ter alguma possibilidade de concorrer, a Severina terá que apresentar pelo menos 30% de intenção de votos.

Peso nas costas
Gladson Dancinha só pensa nele. Digamos que esteja habilitado a concorrer ao Senado, o que duvido, ele não aceitará ter um fardo pesado para carregar chamado Mailza Assis. Ela só lhe puxaria para baixo.

Candidatura a prefeito
Lembre que o governador não conseguiu viabilizar um candidato para disputar à prefeitura de Rio Branco. Preferiu encurtar o caminho e se submeteu aos caprichos do prefeito Peixão Bocalom.

Popular e líder
O governador não bancou uma candidatura à prefeitura da capital por um motivo: ele é popular, mas não é líder. A popularidade advém da forma tiktok de fazer política, usando bem as redes sociais. A liderança não se constrói assim em likes.

Jorge líder
Ao contrário do atual governador, podemos citar o petista Jorge Viana como um líder. Ele bancou candidaturas de pessoas, até então, inexpressivas na política. Cito Geraldinho Mesquitas, eleito senador, Raimundo Angelim, que foi prefeito por dois mandatos, e Binho Marques, governador.

Tião líder
Outro que mostrou liderança, elegendo um desconhecido, foi Tião Viana, que pegou nas mãos de Marcus Alexandre e lhe elegeu prefeito de Rio Branco. Cameli Dancinha não tem essa força.

Projetos e realizações
Tanto Jorge quanto Tião dirigiam projetos de governo marcados por realizações. Eles lideravam um conjunto de partidos e organizações da sociedade civil com foco no desenvolvimento do Acre. Por isso, podem ser chamados de líderes.

Lula líder
Outro exemplo de liderança vem no campo nacional. Nas eleições de 2018, o presidente Lula, mesmo impedido de concorrer e de conceder entrevistas por está injustamente preso, colocou Fernando Haddad no 2º turno da eleição presidencial. Isso é ser líder.

Ato flopado
Nem a ameaça de perder emprego fez com que os comissionados fossem para a frente do Palácio Rio Branco dar volume ao ato em defesa dos golpistas. Turma sem noção. Sem anistia.

Trabalhar com o pai
A gente deve perdoar os excessos maternos. Fiel defensora do filho governador, a senhora Linda Cameli escreveu que o seu filho não vive da política e, terminando o governo, ele vai trabalhar com o pai. Como assim? Esse cara vive da política desde os 26 anos. Nunca trabalhou com o papai rico.

Será que confia?
Será que o senhor Eládio Cameli confiaria a administração da sua empresa ao filho governador? É claro que não. O próprio Dancinha chegou a declarar que o seu pai rico é quem administra o seu salário. Menos, dona Linda, menos…

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