CRISE NA BASE: MDB prepara desembarque do governo Mailza e encaminha aliança com Alan Rick

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O tabuleiro político acreano está prestes a sofrer um abalo significativo. Cansado de acordos que não se concretizaram, o MDB organiza sua saída da base de apoio da governadora em exercício e avança a passos largos para compor a chapa do senador Alan Rick.

Por dentro da notícia As conversas entre o MDB e o senador Alan Rick encontram-se em estágio muito avançado. O partido caminha a passos largos para “desembarcar de um navio que nem chegou a embarcar oficialmente”: a candidatura da governadora em exercício, Mailza Assis.

O principal motivo do desgaste é que, até o momento, o governo não cumpriu os acordos firmados recentemente. A governadora chegou a anunciar que o MDB estava contemplado com o comando de pastas estratégicas, como as secretarias de Educação e Esporte, além do Procon. No entanto, a realidade revelou-se diferente e ela foi desmentida na prática: as pessoas abrigadas pelo MDB não conseguiram assumir o controle real das secretarias, que continuaram sob o comando dos antigos gestores.

O MDB exige exatamente o que foi acordado: uma chapa forte, tanto no cenário estadual quanto federal. Para resolver a questão, está prevista uma reunião em Brasília ou em São Paulo com o dirigente máximo nacional do MDB, Baleia Rossi, que deverá sacramentar a nova aliança.

A disputa pela vice Com a aproximação consolidada, a atenção se volta à composição da chapa de Alan Rick. O MDB aponta a ex-deputada Jéssica Sales como a grande favorita para assumir a vice-governadoria. Contudo, há uma intensa disputa interna: o empresário Ricardo Leite também se movimenta nos bastidores e, hoje, seria o nome que conta com o maior aval do próprio senador. Porém, como na política é necessário fazer concessões para construir alianças, a vaga pode acabar com a indicada emedebista.

Hoje, o MDB está muito mais perto de caminhar com o senador do que com a atual governadora. O cálculo político interno é pragmático: o partido não quer “trocar quatro anos quase certos por seis meses incertos”. A avaliação é de que a governadora em exercício precisaria ter muita convicção – ou uma “oração forte” – para ter chances reais de se eleger.