Frase: “Vivemos num mundo onde o funeral importa mais que o morto, o casamento mais que o amor e o físico mais que o intelecto. Vivemos na cultura da embalagem que despreza o conteúdo”, Eduardo Galeano, escritor uruguaio
Ficha limpa
Marcio Bittar, Sérgio Petecão e Alan Rick são os senadores acreanos que votaram a favor da mudança na Lei de Ficha Limpa. O projeto foi aprovado no Senado por 50 votos a favor e 24 contra, na última terça-feira. Qual o interesse desse trio em votar dessa forma?
Contagem de tempo
Na prática, o novo texto da Lei de Ficha Limpa muda a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidata às eleições, a chamada inelegibilidade. O texto seguirá para o presidente Lula sancionar ou vetar.
O que muda
Na prática, o que foi aprovado, com os votos do senadores acreanos, reduz o tempo de punição para políticos cassados. Isso valerá para parlamentares (deputados, senadores, vereadores), governadores, prefeitos e seus vices. A mudança é que o prazo de oito anos começará a contar a partir do momento da cassação e não depois do fim do mandato para o qual o político foi eleito e deveria cumprir.
A Arena junta de novo
Não surpreende a federação entre o PP e o União Brasil. Ambos têm o DNA da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que deu sustentação à ditadura militar que se instalou no Brasil em abril de 1964 e foi até 1985.
O PDS
O PP nada mais é do que o PDS, partido fundado em janeiro de 1980, quando houve o fim do sistema bipartidário, que havia sido implantado pelo regime militar de 1964. A reforma ocorreu no governo do último presidente da ditadura, João Figueiredo.
PFL, a dissidência
Em 1985 houve um dissidência no PDS, que gerou a criação do PFL por uma ala ainda mais à direita, por causa das movimetações políticas para eleger Tancredo Neves à Presidência da República.
Mudanças de nomes
Ao longo dos anos, tanto o PP quanto o PFL mudaram várias vezes de nomes, mas sempre mantendo o DNA golpista da Arena. O PFL, por exemplo, virou Democratas, que se fundiu com o nanico PSL até chegar no União Brasil.
Voltando ao golpe
Hoje, partidos políticos que estiveram no nascedouro do golpe militar de 1964 voltam a se unir para apoiar a quem tentou golpear a nossa democracia. Estão juntos falando em anistia para golpistas que atentam contra a soberania nacional, em particular o ex-presidente inelegível Jair Messias Bolsonaro.
Abraço de afogados
Essa federação do PP e o UB vai gerar um abraço de afogados no Acre. Não resta dúvida de que deputados federais dessas legendas, vendo a dificuldade para renovar os mandatos, irão procurar abrigo em outros partidos.
Movimento do Judiciário
Por enquanto, a maioria dos políticos está esperando os movimentos do Judiciário, em particular do STJ, que deverá julgar, até o fim do ano, a ação penal contra o governador Gladson de Lima Cameli, o Dancinha. A possibilidade condenação é gigante.
Governador afastado
Recebi diversas matérias falando sobre o afastamento do governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), pelo STJ. Ele deverá ficar afastado do cargo por seis meses. A maioria das mensagens que recebi compara a situação com a do governador do Acre. A comparação é inevitável.
Caso e caso
O afastamento de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, foi pedido em maio do ano passado, mas a Corte Especial do STJ, acolheu o voto da ministra Nancy Andrighi negando. Mesmo assim, o governador está sendo obrigado a cumprir uma série de medidas cautelares. Acho que é pouco.
Prejuízos gigantes
Ao não afastar Cameli, o STJ trouxe e traz um prejuízo gigante aos acreanos. Infelizmente, há evidências de que os esquemas no governo não cessaram. Pelo contrário, aumentaram muito. Passa da hora de termos uma conclusão desse processo.
Noticias ruins
Uma coisa é certa: todas a noticias advindas do STJ são ruins para Cameli, principalmente quando se publiciza que gabinetes de ministros são apontados como suspeitos de ter minutas para compra e venda de sentenças.
Petecão federal
Com dificuldades para alavancar uma candidatura capaz de lhe garantir um terceiro mandato de senador, Sérgio Petecão (PSD) pode dar um passo atrás e concorrer a deputado federal. Foi o que ouvi de um aliado do parlamentar.
Sem subestimar
Já tive relação próxima a Sérgio Petecão. Nessa convivência aprendi que ele não deve ser subestimado. Tem faro e jeito para a política. Ninguém chega a 32 anos de mandatos consecutivos sem conhecer os caminhos e atalhos do voto.
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