Frase: “A humanidade precisa se libertar do conceito de Deus e do diabo e admitir que ela mesma faz o bem e o mal”, George Orwell
Master no Acre
Ocupando destaque há um bom tempo em nível nacional, tem-se a impressão que os tentáculos do Banco Master passaram longe do celeiro de escândalo chamado Acre. Tudo só ficou na aparência. Vou contar a história de como a instituição presidida por Daniel Vorcaro fincou raiz por essas bandas.
Um exemplo
Teça-feira à noite, por volta das 21h30, recebi uma mensagem no direct do Instagram e estabeleci o seguinte diálogo:
A Pipira: “Será que o Dancinha vai sair impune? Outra coisa: o Banco Master tinha influência no Acre?”.
Eu: “Não creio na impunidade. Sobre o Master, recebi umas denúncias”.
A Pipira: “Pelo amor de Deus. Não tenho dinheiro para pagar advogado. Sou uma aposentada do Estado, inválida”.
Eu: Mas diga, minha senhora!”.
A Pipira: “Em 2020, apareceu um tal Avancard oferecendo empréstimo. Eu, doente, cai nessa”.
Eu: “E como foi?”.
A Pipira: “Peguei um valor de R$ 20 mil para pagar em 60 parcelas mensais de R$ 1.507,00. Depois descobri que era ao Banco Master que eu devia”.
Juro extorsivos
Amigo e amiga, quem trouxe o Avancard para o Acre foi o governo de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, por meio de uma empresa do Amazonas chamada Fênix Soft. Milhares de funcionários públicos contrairam empréstimos achando que era de consignação. Mas, na verdade, pediram emprestado de cartão de crédito, que cobra juros extorsivos.
Noventa mil
Veja o caso dessa senhora que entrou em contato comigo. Ela pediu emprestado R$ 20 mil para pagar em 60 parcelas de R$ 1.507,00. Em cinco anos, ao final do contrato, ela pagou a estratosférica quantia de R$ 90,4 mil. Quase cinco vezes a mais do que pegou. Você viu o absurdo disso?
Servidores enganados
Não há inocente na história, mas os servidores foram enganados. Tenho em mãos contratos que atestam o que digo. Os servidores contrariam empréstimos numa modalidade que desconheciam. Acreditavam que era CDC normal, quando na verdade eram operações a juros de cartão de crédito.
Alguém ganha
Não creio que os órgãos de controle irão agir, posto que está quase tudo dominado. Sei, porém, que há diversas ações tramitando na Justiça contra a cobrança dos juros. Tenho certeza, também, que pessoas desprovidas de escrúpulos ganharam com essa história.
Saúde On
Pipira doente de indignação, manda mensagem relatando que há vários dias os servidores lotados no prédio sede da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) comparecem ao local, mas ficam de braços cruzados porque simplesmente a internet não funciona. Além disso, tem andar onde os aparelhos de ares-condicionados não funcionam. E o que é pior: alegam que não tem dinheiro para a manutenção e nem para comprar a peça do provedor da internet. “Eles deveriam terceirizar a gestão, que não cuida nem do prédio-sede”, desabafou o pequeno pássaro.
Salário da segurança
Ainda sobre a situação da Sesacre, os vigilantes contratados pela empresa Amazon Security, do Amazonas, ficaram dois meses sem ver a cor dos seus salários. A grana saiu ontem. Essa turma cuida do prédios nos municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Vila Santa Luzia.
Saúde em Feijó
O que aconteceu em Feijó é o reflexo do estilo nada democrático adotado pelo governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, o forte aparato policial para constranger e intimidar à população não pode ser banalizado. Os moradores querem apenas e tão somente que a gestão estadual resolva o problema crônico do Hospital daquele municípios.
Postura da PRF
Também na pode ser banalizada a postura do representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que não se comportou de forma adequada. Nunca é demais lembrar a atuação da instituição durante as eleições de 2022, no segundo turno, quando impediu que eleitores do presidente Lula chegassem aos locais de votação.
Emenda do Alan
Pré-candidato a governador do Estado, Alan Rick disse que destinou R$ 4 milhões para a reforma do hospital de Feijó. O governo desmentiu. Fui apurar. A história é outra. O senador alocou, na verdade, R$ 2 milhões àquela unidade de saúde. Tenho o documento.
Não usada
O governo do Estado, sabe-se lá por que, não usou os R$ 2 milhões alocados por Alan Rick. preferiu fazer o uso de recurso próprio, provavelmente para fugir de fiscalização federal, e do Ministério da Saúde. O dinheiro conseguido pelo senador, no entanto, está na conta do governo.
Vergonha na cara
Pressionado, o governo resolveu suspender o processo de terceirização do Hospital Regional do Alto Acre. Sugiro que a turma se mantenha atenta, não é bom confiar na palavra de Gladson de Lima Cameli, o Dancinha. Mas, se tivesse hombridade e vergonha na cara, o secretário de Saúde Pedro Zambon pediria para sair. Ele foi lá em Brasileia e afirmou que a situação era irreversível.
Um milhão
No Acre nada passa despercebido. E a turma é pródiga em encontrar apelidos. À boca miúda, o esposo da vice-governador Mailza Assis, a quase Cameli, chamado Madson Cameli, é tachado com o “Homem de um milhão”. Não me pergunte o motivo. Apenas deduza.
O nome é Assis
Depois do vexame público na Aleac, ironizado por este Espinhoso, a ordem dentro do governo é não chamar a vice-governadora pelo sobrenome Cameli. A determinação é chamá-la de Mailza Assis, como era ante de oficializar a união com o “Homem de um milhão”.
Petecão e Bocalom
Surgiu na imprensa a possibilidade reaproximação entre o senador Sérgio Petecão e o prefeito Tião Peixão Bocalom. Não creio nessa possibilidade. É o tipo de coisa que serve para criar rumores no meio político.
Importância zero
Divulgaram com grande ênfase o fato de o obscuro deputado estadual Afonso Fernandes ter assumido o Parlamento Amazônico. Puro saco de vento. A importância da entidade para o Acre e os acreanos é de “menos zero”.
Contas estouradas
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) notificou oficialmente o governador Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, em decorrência do aumento das despesas com pessoal, que ultrapassaram o limite prudencial de 46,55% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A situação só piora no Acre.
Risco na previdência
O TCE também determinou que o governo apresente um plano de sustentabilidade junto ao Acreprevidência para mitigar o déficit financeiro e atuarial do regime próprio de previdência do Estado. Esse tema é muito grave.
