O mundo reconheceu a vitória nas urnas de Luiz Inácio Lula da Silva.
Até o “quase irmão” de Jair Bolsonaro, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, já parabenizou o presidente eleito.
Salman é conhecido pelo desrespeito aos direitos humanos.
Foi chamado pelo ainda ocupante do cargo de presidente Brasil de “quase irmão”.
Mas, enquanto o planeta reconhece a legitimidade das urnas, o boca sujo continua calado.
Não teve dignidade de abrir a boca para reconhecer a derrota ou para fazer os contumazes ataques ao processo eleitoral.
O silêncio do boca sujo alimenta uma turba de caminhoneiros que fecham as principais rodovias no país.
Covarde, Bolsonaro ainda espera que haja uma revolta popular capaz de lhe manter no poder.
Vai esperar sentado.
Por mais que tente, não há condições políticas, econômicas e nem apoio internacional para essa aventura.
Por algum tempo, as suas marionetes esticarão a corda, mas a vontade soberana da maioria do povo vai prevalecer.
É questão de dias.
Só que serão dias tensos.
Se Bolsonaro não sabe perder, é preciso que haja bom senso e lucidez dos vencedores para saber ganhar.
Aqui no Acre, houve bloqueio.
O curioso é que um dos líderes dessa patuscada é investigado numa operação denominada Fake Boi, exatamente por vender guia de transferência de animais.
E ainda posa de honesto.
Ao contrário do que uma meia dúzia pensa, o Acre é um estado extremamente dependente do governo federal.
Sempre desprezado pelos acreanos, Lula sempre foi um grande amigo do Acre.
Espero que permaneça assim.
Nas urnas, os acreanos elegeram oito deputados com o DNA de oposição.
O mesmo se pode dizer dos três senadores.
O governador Gladson Cameli, sempre querendo dar uma de esperto, pela manhã apareceu todo fantasiado de bolsonarista.
À noite fez postagem parabenizando a eleição do petista Lula.
A turbulência vai passar.
Mas até janeiro veremos muito barulho.
Uma hora o derrotado terá que abrir a boca.
É certo que não virá nada equilibrado.
Bolsonaro teme o que virá depois que deixar o cargo.
Vai tentar uma negociação, assim como fazem os covardes.
Que Lula continue sendo um grande amigo do Acre.
E que os seus preposto aqui também saibam equilibrar as forças.
Finalizo lembrando de algumas coisas.
Dilma Rousseff, quando sofreu o impeachment covarde, fez um pronunciamento e entregou o cargo.
Condenado por um juiz parcial, Lula poderia fugir ou resistir, mas se entregou o foi cumprir 580 dias de prisão.
O covarde Bolsonaro, até agora, não teve a coragem de pelo menos abrir a boca suja.
A diferença é grande.
Fui.
Vida que segue.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.
