Ao firmar aliança com Ulisses, Socorro Neri aprofunda aliança com o conservadorismo e o bolsonarismo

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Herdeira de um mandato conquistado pelas forças progressistas, a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), vem trabalhando muito para aprofundar a aliança com os setores mais conservadores e bolsonaristas da politica acreana.

O passo mais decisivo foi dado esta semana, quando Neri apareceu em público levando o apoio do ex-candidato a governador pelo PSL, Ulisses Araújo.

A declaração de apoio foi feita da empresa da família de Ulisses, que mantém negócios com a administração pública.

Ulisses Araújo, que recentemente foi notícia por expor nas redes sociais o procedimento estético no glúteo, ficou nacionalmente conhecido por aparecer ao lado do presidente Jair Bolsonaro prometendo metralhar os petistas acreanos.

Na época, Socorro Neri ainda era aliada do PT.

A aproximação escancarada da prefeita com o conservadorismo começou quando ela apareceu ao lado do pecuarista Fernando Zamora, que pretendia concorrer à prefeitura de Rio Branco pelo PSL.

Zamora teve a candidatura rifada pelo vice-governador Wherles Rocha, que ingressou na legenda ditando as regras e levou o PSL para apoiar o seu protegido Minoru Kinpara (PSDB).

Na época, Neri escreveu que Zamora fora vítima da velha politica, mas foi rechaçada por Rocha, que expor a sua trajetória de pouco compromisso com aliados.

Socorro Neri também deu demonstração de preferir o conservadorismo e o bolsonarismo quando ignorou a aliança com o PT e retirou o PC do B da coligação meia hora antes da convenção que confirmou o seu nome como candidata.

A prefeita é apoiada pelo governador Gladson Cameli.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →