Edvaldo e Perpétua botam campanha na rua em visita ao comércio da Epaminondas Jácome e da Benjamin Constant

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As ruas e avenidas do centro de Rio Branco foram tomadas na manhã desta terça-feira (30) pelo colorido da campanha de Edvaldo Magalhães, a deputado estadual, e de Perpétua Almeida, a federal. Com uma militância animada e irreverente, Edvaldo e Perpétua foram abraçados por Jorge Viana, Marcus Alexandre e Nazaré Araújo, na Esquina da Alegria.

Antes, a campanha de Edvaldo Magalhães e Perpétua Almeida passou pelo Praça da Revolução levando esperança de um Acre melhor para todos. Edvaldo Magalhães disse que é preciso uma mudança profunda no cenário político do Acre e do Brasil.

“A campanha é marcada pela alegria, pela irreverência e pelo contato com as pessoas. Não existe campanha no distanciamento, tem que ser bem juntinho da comunidade e hoje nós estamos aqui, com pé no chão, com a nossa militância, apresentando às pessoas aquilo que nós já fizemos e trabalhamos e apontando para o futuro. O futuro tem que ser de mudança, de mudança profunda no Brasil e no Acre”, disse Edvaldo Magalhães.

Perpétua Almeida lembrou sua luta na Câmara Federal em defesa do Acre. Disse que em todas as grandes pautas do País e do Acre, sempre esteve presente. Foi assim como a indenização para os Soldados da Borracha, o direito ao uso de espingardas para quem residem nas florestas e na zona rural, na Amazônia, a renegociação do Fies e agora a luta em defesa do piso da Saúde.

“Não tem uma luta neste estado que eu não estivesse lá. E mais, a luta nossa em defesa do auxílio emergencial de R$ 600 no início da pandemia. É minha a emenda que garantiu que as mulheres que ficaram sozinhas recebessem 1 mil e 200 reais”, disse Perpétua Almeida.

O candidato ao governo do Acre, Jorge Viana, aproveitou para comentar os números da pesquisa Ipec, que o coloca com 27%, o segundo colocado, com pouco mais de 15 dias de campanha apenas.

“Nós vamos ganhar essa eleição. Sabe por que? Porque tem muita gente que nem sabe que eu e o Marcus Alexandre somos candidatos a governador e a vice e a Nazaré a nossa senadora. Então, vamos gente na frente no primeiro turno e depois vamos vencer no segundo para trabalhar e deixar o atraso e a corrupção do governo para trás. É isso gente”, disse Jorge Viana.

O ato encerrou no Terminal Urbano de Rio Branco.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →