
Alguém tem que intervir para evitar que Gladson Cameli abra a boca para falar tanta coisa sem sentido.
A continuar assim, não vai demorar para as pessoas perceberem que elegeram um asinino.
Dessa vez, segundo site da família da secretária de Comunicação de Cameli, o filaucioso governador teria dito que irá pedir intervenção federal, se o pacote de maldades que enviou à Assembleia Legislativa (Aleac) não for aprovada.
Joga para a plateia e não sabe sobre o que fala. Obviamente, como tem maioria no Legislativo, irá aprovar os projetos.
Também é óbvio que ficará com a imagem chamuscas.
Na verdade, Gladson Cameli quer aprovar a reforma da Previdência para garantir o que sempre criticou: empréstimo para o governo.
“Quem é que vai afiançar um Estado cujas contas de prejuízo com sua previdência pode chegam a um bilhão por ano, como é o caso do Acre? Eles me exigiram que eu provasse ao Tesouro que tinha condições de pagar o que estamos negociando e isso passa pela reforma da previdência?” indagou o governador.
Mas é melhor pôr os pés no chão e a cabeça no lugar.
Quando fala sobre pedir intervenção federal, ele brinca com coisa séria, haja vista que essa é uma medida de caráter excepcional de supressão temporária da autonomia de um ente federativo.
Tem por objetivo preservar a soberania do Estado e as autonomias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
É um instrumento condicionado a hipóteses previstas na Constituição Federal de 1988, como manter a integridade nacional, repelir invasão estrangeira, garantir a independência dos poderes, garantir a ordem pública, reordenar as finanças de um ente, prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial, entre outras.
Cameli, cheio de falta de conhecimento, ressuscita a ameaça de decretar estado de calamidade financeira.
Mais uma vez tropeça na ignorância e na necessidade de vender patranhas.
O decreto de calamidade flexibiliza a administração de governos em crise. Ele permite ao governo descumprir critérios estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), parcelar ou atrasar o pagamento de dívidas com fornecedores e suspender gastos não essenciais, além de poder receber ajuda federal.
Para isso, o decreto precisa ser reconhecido em votação pela Assembleia Legislativa.
Cameli está vendo que governar é bem mais difícil do que falar e viajar. Está sentindo os efeitos do pouco caso com a questão previdenciária no final da década de 1990.
