Sem aprofundar no tema, boa parte da sociedade acreana discute os embargos de empreendimentos madeireiros feitos pelo Ibama.
Oportunistas e saudosistas da política bolsonarista de deixar a boiada passar, procuram um viés politico para atacar ao governo federal.
Aliados do presidente Lula, por sua vez, se furtam a entrar no debate ou fazem promessas difíceis de ser cumpridas, a fim de ficar de bem com a plateia.
O Acre é um dos estados mais bolsonaristas do país. Isso é fato.
Depois da saraivada de críticas, o Ibama resolveu emitir um nota bem feita e didática.
“A Operação Metaverso tem como objetivo coibir atividades de esquentamento de madeira ilegal, mediante a retirada de créditos excedentes no sistema DOF, visando redução da taxa de desmatamento ilegal”, diz a nota.
Ainda segundo a nota, os alvos a serem fiscalizados são selecionados previamente, a partir de análise de transações consideradas suspeitas, realizadas no Sistema DOF”. Veja a nota.
Embora esteja causando alvoroço, esse tipo de operação não é novidade.
Em julho de 2016, o Ibama aplicou mais de R$ 3 milhões em multa por crimes ambientais e embargou várias propriedades. Veja aqui.
Denominada Onda Verde, a operação visava combater crimes de desmatamento, uso ilegal do fogo, além de exploração e transporte ilegal de madeira. 650 hectares foram embargados e 31 autos de infração lavrados.
A operação começou pela cidade de Acrelândia e segue ainda pelos municípios de Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. As cidades foram escolhidas a partir de imagens de satélite que apontaram os locais com maiores índices de desmatamento, segundo o Ibama.
Será que tem reincidentes?
E as multas, foram pagas?
Esse debate precisa de mais aprofundamento e seriedade.
